A alta cotação do dólar contribuiu para o aumento da dívida pública em março. A dívida líquida do setor público (União, Estados e municípios) subiu para R$ 588,718 bilhões, ou 50% do PIB, contra R$ 575,332 bilhões em fevereiro (48,4% do PIB). Essa é a explicação do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.
‘‘A desvalorização cambial tem impacto forte na relação dívida/PIB’’, acrescentou Lopes. No mês passado, a desvalorização da moeda norte-americana foi de 5,7%. Do total da dívida líquida do setor público no fim de março, R$ 355,037 bilhões (30,2% do PIB) referem-se à dívida do governo federal e do Banco Central; R$ 182,903 bilhões (15,5% do PIB) à dívida dos governos estaduais; R$ 24,269 bilhões (2,1% do PIB) aos débitos dos governos municipais e R$ 26,507 bilhões (2,3% do PIB) das empresas estatais.
Em março, o déficit nominal (que incorpora os juros e encargos) foi de R$ 5,004 bilhões (5,25% do PIB). Esse valor é inferior ao registrado em fevereiro, R$ 6,290 bilhões (6,64% do PIB).
Na comparação com 2000, o resultado é pior ainda. Em março do ano passado foi registrado um superávit de R$ 1,169 bilhão, ou 1,22% do PIB. No primeiro trimestre deste ano, o déficit nominal somou R$ 14,925 bilhões, ou 5,21% do PIB.
Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2001, o déficit nominal somou R$ 59,544 bilhões (5,26% do PIB) e as despesas com juros R$ 99,138 bilhões (8,78% do PIB). Sem a inclusão dos juros, o setor público registrou um superávit de R$ 6,156 bilhões (6,46% do PIB) em março.
Esse superávit é maior do que o registrado no mês de fevereiro deste ano, que foi de R$ 3,248 bilhões (3,43% do PIB), e superou o resultado positivo de R$ 5,660 bilhões (5,93% do PIB) apurado em março do ano passado.
No trimestre, o superávit primário é de R$ 15,014 bilhões (5,24% do PIB). O valor está acima da meta acordada com o FMI para o período, que era de R$ 10,072 bilhões.

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