Dívida do consumidor aumenta por falta de planejamento
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Erika Zanon e Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Compras sem planejamento ainda encabeça a lista dos principais problemas ligados ao consumo da população brasileira. A afirmação é do economista Antônio Eduardo Nogueira, destacando que o poder de compra da população está cada vez melhor, o que contribui para o desenvolvimento do País, mas as pessoas ainda não sabem consumir de forma consciente.
Chefe do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nogueira também coordenou junto com o professor Laércio Rodrigues de Oliveira o projeto EnTenda de Economia, que aconteceu ontem no Calçadão de Londrina, e ofereceu atendimento à população que teve a oportunidade de tirar dúvidas sobre várias questões financeiras. O projeto aconteceu em Londrina pela segunda vez e foi uma forma de homenagear os profissionais da área, já que ontem foi o Dia do Economista. O evento foi promovido pela UEL, com apoio do Conselho Regional de Economia (Corecon-PR).
Segundo o professor Nogueira, a principal dúvida de quem passou pelo Calçadão era sobre como poupar ganhando pouco. ''Tem gente que acredita que não pode poupar porque não tem um grande rendimento. Mas se a pessoa economiza R$ 10 por mês já faz muita diferença'', garante Nogueira, sugerindo que a população no geral poupe mais, faça compras pagando a vista e assim gastando menos com juros e economizando. Quem passou pela tenda montada em Londrina ontem ganhou uma cartilha com várias dicas de consumo, na qual havia uma pequena planilha para organizar as despesas. Quem tiver interesse em obter a cartilha pode entrar em contato com o departamento de economia da UEL pelo telefone (43) 3371-4255.
Renda X gastos
Em meio ao pessoal que tirava dúvidas com os profissionais no Calçadão estava a artesã Suellen Moura da Silva Vicente. Ela visitou a tenda de economia com o objetivo de saber como aplicar melhor um dinheiro que iria ''sobrar'' à partir de agora no seu orçamento. A principal dúvida da artesã era saber se aplicava o dinheiro na poupança ou nas prestações restantes da sua casa. ''Me orientaram a ir até o banco e comparar as taxas de juros de ambas as situações, avaliando qual será o melhor negócio'', diz a moça.
Segundo o professor Azenil Staviski, da UEL, as pessoas não conseguem inserir as possíveis despesas na renda familiar. ''Geralmente a família tem apenas uma entrada de renda, mas diversas saídas de gastos. Se a família não gerenciar, gastar com base no que entra de renda, terá dificuldades posteriormente'', orienta o professor.


