Gecy Belmonte
Agência Estado
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anunciou ontem, durante reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) que o débito de R$ 260 milhões referente ao custeio e colheita da safra 1998/99 será transformado em pré-comercialização com vencimento em 180 dias e obrigatoriedade de amortização de 50% em 90 dias. Essa medida, conforme ele, permitirá a retenção de cerca de 2,6 milhões de sacas de café.
Somado este valor aos R$ 200 milhões já destinados à pré-comercialização - dos quais faltam apenas US$ 60 milhões que deverão ser liberados imediatamente - será possível reter 4 milhões de sacas de café. Com relação ao débito vencido em 30 de setembro, de cerca de R$ 130 milhões, Pratini disse que ainda não há uma decisão, mas que está tentando negociar a inclusão desta dívida nas operações tratadas pela medida previsória que reviu a dívida agricultura.
O ministro Pratini também explicou que a partir de abril do ano 2000 serão colocados à disposição dos cafeicultores R$ 600 milhões para serem usados em empréstimos de pré-comercialização que deverão permitir a retenção de cerca de 6 milhões de sacas da safra 2000/2001, que tem início em maio. ‘‘Queremos ordenar a oferta do café e a liberação destes recursos será gradual, conforme o mercado’’, disse. O objetivo é evitar que os cafeicultores tenham que vender o produto e derrubar os preços internacionais de café. O ministro também anunciou que o governo vai estimular a venda futura de café.
Para tanto, serão ofertados R$ 80 milhões em CPRs. Como medida adicional, o ministro informou que R$ 20 milhões serão utilizados para a implementação do Fundo de Futuros de Café que terá como objetivo garantir operações de margeamento ou de hedge e assim minimizar as perdas com a oscilação futura do preço do café.

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