A dívida externa cresceu US$ 25,782 bilhões no primeiro semestre deste ano, devido a medidas de incentivo às captações no exterior baixadas pelo Banco Central para aumentar suas reservas. Em julho, as reservas atingiram US$ 70,210 bilhões, pelo conceito de liquidez internacional, que inclui dólares prontamente disponíveis e compromissos de médio e de longo prazos.
Pelo conceito de caixa, que inclui apenas dólares prontamente disponíveis, as reservas fecharam em US$ 69,368 bilhões em julho. As reservas estão US$ 18,175 bilhões maiores que em novembro de 97, quando a crise asiática provocou fuga de dólares. Na época, o BC tomou medidas iguais às baixadas anteontem, reduzindo prazos mínimos de empréstimos e aumentando os ganhos de operações de curto prazo conhecidas como ‘‘63 caipira’’. As reservas se recuperaram, mas o endividamento externo cresceu, de US$ 200,613 bilhões para US$ 226,395 bilhões.

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