Brasília - O mau humor que se estabeleceu no mercado a partir do final de janeiro já mostrou reflexos sobre a dívida pública. Em fevereiro, último dado disponível, houve queda no volume de papéis negociados no mercado secundário. Além disso, o Tesouro Nacional deixou de ofertar papéis em dois leilões naquele mês. Os estragos, porém, não foram grandes o suficiente interromper o processo de melhoria do perfil da dívida pública. A parcela atrelada à variação do câmbio, que o governo pretende reduzir, atingiu 19,02% do total do estoque da dívida, o melhor resultado desde dezembro de 1999. Além disso, 78% dos papéis emitidos em fevereiro foram com correção prefixada, o que também está de acordo com os objetivos do governo.
Na primeira semana de fevereiro, o Tesouro deixou de vender Letras do Tesouro Nacional (LTNs) com vencimento em julho de 2005. A razão: declarações do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, que o mercado financeiro interpretou como sinal de que os juros nos Estados Unidos subiriam. Com isso, houve volatilidade no mercado e o Tesouro optou por não vender papéis. O mesmo voltou a ocorrer na terceira semana de fevereiro, logo após o estouro do escândalo Waldomiro.
Os efeitos do nervosismo atingiram mais duramente o mercado secundário de papéis federais.

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