Com a liberação da primeira parcela dos empréstimos do Banco Central ao Banestado, o governo do Estado terá sua dívida com a União aumentada de R$ 2 milhões para R$ 10 milhões. Este é o valor do desembolso mensal que a Secretaria da Fazenda fará à União, que corresponde a 7% da receita líquida do Estado, informou o secretário da Fazenda Giovani Gionédis, em entrevista concedida ontem.
Segundo Gionédis, só os pagamentos referentes ao empréstimo para o Banestado estão calculados em R$ 7,8 milhões mensais. Os outros R$ 2 milhões correspondem à dívida com títulos públicos que o Estado vem pagando desde abril do ano passado. Segundo o secretário, o desembolso mensal do Estado é suportável para os cofres estaduais e está incluído no programa de ajuste fiscal que envolve também a redução de custeio da máquina pública, que está em fase de reestruturação.
A dívida do Banestado será quitada no período de 30 anos, com juros de 6% ao ano, e a primeira parcela deverá ser desembolsada já no final de março. A previsão é de um pagamento de R$ 86 milhões por ano. (V.C.)

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