Diversificar será preciso em 2013
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Folhapress 
São Paulo - Com as contas no azul e um fim de ano com presentes garantidos, o diretor administrativo Walther Bottaro de Castro, 26, pretende reservar 50% do seu 13º salário para aplicar na Bolsa de Valores. Nos anos anteriores, ele usou o montante para viajar e comprar um carro e um imóvel. ''Dessa vez, eu quero fazer uma reserva financeira para ficar mais tranquilo no ano que vem'', afirma ele.
Mas, diante da incerteza que permeia o mercado de ações em 2013, principalmente com o possível aumento dos juros do governo (Selic) e a crise internacional, Bottaro planeja contratar um especialista para gerenciar melhor suas ações.
''Também aplico em títulos do Tesouro e CDB (Certificados de Depósito Bancário), para diversificar o máximo possível e minimizar os riscos de perda'', diz o investidor.
Ter cautela será necessário para quem for investir em 2013, de acordo com Newton Marques, economista e professor do Centro de Estudos Avançados da UnB (Universidade de Brasília).''Em um cenário como o atual, o ideal é diversificar e pesquisar os investimentos que dão mais retorno.''
A renda fixa, por exemplo, é o investimento ideal para quem é avesso a risco, aconselha Marques.
Além disso, caso a Selic suba, o rendimento dessas aplicações aumentam proporcionalmente, porque são indexados à taxa básica de juros.
Entre as opções estão a poupança e os fundos DI.
O investimento em Bolsa, contudo, exigirá mais atenção dos investidores. Ainda que as ações tenham um retorno maior, elas podem cair se houver aumento dos juros ou uma piora na crise.''Se a Selic subir demais, os custos das empresas aumentam e a Bolsa cai'', alerta ele.
Diante disso, o ideal é não investir mais de 20% em renda variável, aconselha André Portela, professor da UFSC. Também devem ser evitados investimentos em moedas estrangeira. Isso porque a crise deve continuar no ano que vem e o BC provavelmente manterá o real valorizado.
Para ele, uma boa estratégia para quem deseja aplicar o 13º salário e engordar as economias são os fundos imobiliários. ''É como ter a rentabilidade de um imóvel sem precisar adquiri-lo. O retorno é estável e constante'', indica o especialista.


