O mercado financeiro reafirmou o voto de confiança ao governo do presidente Lula, com alta da Bolsa e queda de dólar e juros futuros. A torcida para que o novo governo seja bem-sucedido existe, mas há interesse também, sobretudo entre os investidores mais ressabiados, em saber quanto tempo vai durar a avaliação positiva dos mercados em relação a ele.
Na dúvida, o mais indicado é diversificar os investimentos, com a distribuição do dinheiro em várias aplicações. ''A diversificação é sempre uma boa saída em ano de novidades'', comenta o gerente da Divisão Private Banking do Sudameris, Eduardo Santalúcia. A escolha das opções deve ser feita tendo um horizonte limitado ao primeiro trimestre, segundo ele, para que, se houver necessidade, o investidor faça uma reavaliação das aplicações posteriormente.
Fundos DI O cenário de início de novo governo, principalmente quando ocorre alternância de poder, torna mais difícil a tomada de decisão de investimento, diz Santalúcia. O aplicador que quiser permanecer em situação confortável, sem maiores sobressaltos, poderá destinar a metade ou 50% dos recursos para um investimento com rentabilidade amarrada aos juros do mercado de CDI, em que os bancos trocam recursos entre si com custo definido por essa taxa.
O executivo do Sudameris diz que o investidor não pode deixar de aplicar parte do dinheiro, 20% pelo menos, na Bolsa, por meio de fundo de ações. Ele comenta que as ações de segunda linha, sobretudo as de empresas mais generosas na distribuição de dividendos, foram muito bem no ano passado, mas a retomada de valorização em curso deve ser puxada pelos papéis de primeira linha. ''Tudo indica que no curto prazo, aí entre janeiro e março a Bolsa deve apresentar boa rentabilidade e, nesse período, poderá chegar a 12.500/13 mil pontos'', prevê.
O investimento em ações, contudo, deve levar em conta uma perspectiva de curto prazo, até o fim do primeiro trimestre, quando se teria melhor idéia das linhas gerais da política econômica do novo governo. ''Depois, dependendo da avaliação de tendência da Bolsa, o investidor poderá ampliar ou diminuir o volume aplicado em ações.''

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