As pessoas deviam lutar para economizar de três a seis vezes o equivalente às despesas mensais. Essa é a orientação do professor de finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Halfeld, especialista em economia doméstica. Para ele, a melhor opção para o investidor ter uma boa rentabilidade e não correr risco de perder as aplicações é ‘‘dividir os ovos em várias cestas’’.
Para ele, os fundos DI e de renda fixa continuam sendo uma boa opção. ‘‘A rentabilidade deve continuar alta, mas agora ficou mais difícil fazer a previsão da rentabilidade’’, diz. Essa opção vai ser mais volátil agora por causa da marcação a mercado. ‘‘Em princípio, a aplicação é segura porque é sobre títulos públicos. O problema é que hoje está se vislumbrando a possibilidade de calote’’, avalia.
A poupança é a saída para o investidor que não aguenta muitas tensões, diz Halfeld. ‘‘As pessoas que não aguentam flutuação têm que voltar para a poupança, que vai continuar rendendo pouco’’, salienta. Por outro lado, a compra de ações é recomendada só para os investidores que têm ‘‘apetite’’. Uma opção mais segura nesse mercado são as ações de empresas exportadoras, mas que estão em alta por causa da grande procura na semana que passou. O dólar também é indicado para o investidor que não tem medo de arriscar.
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) também é uma opção tida como segura, mas tem dois inconvenientes, segundo Halfeld. Se for um CDB de curto prazo, a incidência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) vai comer boa parte do rendimento. ‘‘E se for um CDB longo, pode ficar defasado com a taxa de juros’’, completa. A vantagem é que o rendimento é combinado com o banco, e o risco depende do patrimônio da instituição.
O investidor também tem a opção das letras imobiliárias, que têm isenção de Imposto de Renda e que podem ter rentabilidade um pouco mais alta que o CDB. ‘‘Instituições com carteira de crédito imobiliário oferecem essa opção, sendo que a Caixa Econômica Federal domina 80% do mercado’’, explica Halfeld. Já a compra de imóveis deve ser vista com cautela. ‘‘Quem tem muita reserva de emergência pode aplicar um pouco’’, orienta.

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