As divergências entre Brasil e Argentina travaram as negociações dentro do Grupo Mercado Comum, um dos principais órgãos executivos do Mercosul (reúne diplomatas e técnicos dos quatro países sócios). O GMC está reunido em Assunção, capital do Paraguai, desde anteontem. O único avanço obtido foi o consenso de que a solução dos problemas que ainda afetam a livre circulação de mercadorias e serviços no Mercosul deve ser priorizada no segundo semestre de 1997.
Os principais problemas já foram identificados: texto final do código aduaneiro, liberação dos serviços financeiros e fim das restrições a empresas do Mercosul nos editais de concorrência para compras governamentais.
Mas o desentendimento entre os dois principais parceiros desse bloco econômico está impedindo a solução dessas questões. ‘‘O único consenso é que devemos definir uma posição comum sobre esses temas, que são de natureza complexa’’, avaliou o embaixador José Botafogo Gonçalves, chefe da missão brasileira.

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