Divergências sobre as
salvaguardas continuam
O jantar de quinta entre os presidentes FHC e Menem não selou a paz entre os dois países. A nova divergência é quanto à extensão das concessões que o Brasil aceitou fazer em troca do recuo da Argentina na criação de salvaguardas contra produtos brasileiros.
Na versão dos argentinos, o Brasil aceitou a definição de um mecanismo, ou ‘‘gatilho’’, para neutralizar as perdas comerciais dos vizinhos em razão de decisões internas súbitas, como foi a desvalorização do real.
Na versão brasileira, porém, o que o Brasil aceitou foi apenas discutir formas de compensação. Qualquer mecanismo não seria automático nem geral. Ao contrário, seria para situações específicas, em casos específicos, para produtos específicos.
As dificuldades entre os países, consideradas ‘‘naturais’’ num processo de integração econômica, começaram com a desvalorização do real e seus efeitos sobre a agricultura, especialmente. O Brasil passou a exportar mais. O setor, na Argentina, se ressentiu.

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