Divergências impedem o acordo automotivo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de julho de 1998
Vladimir Goitia Agência Estado 
O sub-secretário para Assuntos de Integração Econômica do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima, afirmou ontem em Buenos Aires que o acordo do regime automotivo não deve mesmo ser assinado durante a reunião de cúpula do Mercosul.
Ele disse que existem divergências a ser superadas, principalmente no que se refere às regras de origem. Graça Lima disse que o Brasil não aceita a inclusão do conteúdo local, como querem os argentinos, mas está disposto a negociar a questão do conteúdo regional.
Ou seja, o Brasil rejeita a proposta argentina de fazer com que a metade dos 60% de componentes regionais dos veículos passem a ser fabricados num dos países da região.
Graça Lima disse também que o Brasil rejeita totalmente a proposta de uma tarifa extra zona para veículos fabricados em montadoras que receberam incentivos ou subsídios. O secretário de Relações Internacionais da Argentina, Jorge Campbell, confirmou todas as declarações feitas por Graça Lima.


