Não houve acordo e a assembléia entre os acionistas da Brasil Telecom para fechar a compra da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), marcada para ontem em Curitiba, foi suspensa até as 14 horas da próxima segunda-feira. O argumento oficial era de que o contrato de compra das ações não ficou pronto, sem maiores detalhes, embora o motivo real seja divergências em relação ao preço. Em São Paulo, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro, disse que se o negócio não for fechado até 4 horas após a nova data da assembléia (portanto às 18 horas da segunda-feira), vai anunciar as punições que serão adotadas contra os acionistas da CRT.
É que na segunda-feira encerra-se o prazo dado pela Anatel para que a TBS (Telefónica, Iberdrola, BBVA e RBS) se desfaça dos 85,2% de ações ordinárias que tem na companhia gaúcha. Guerreiro, nesta semana, já havia revelado que faz parte das alternativas a intervenção na operadora, com afastamento de acionistas e substituição do controlador.
O maior entrave vem sendo a disputa interna entre os principais acionistas da Brasil Telecom: Opportunity e a Telecom Itália. Os dois grupos defendem espaço na região abrangida pela CRT, que consideram estratégico no setor de telecomunicações do Brasil.

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