Distribuidores se unem para competir com a AmBev
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Os distribuidores das marcas Antarctica, Brahma e Skol, que antes tinham federações independentes, anunciaram ontem a criação de uma confederação unificada, com o objetivo de fortalecer as 400 revendas associadas, responsáveis pela distribuição de cervejas, refrigerantes e isotônicos em 1 milhão de pontos no País. Suas armas: treinamento dos empregados, informatização e qualificação dos serviços.
A intenção é clara: conseguir fazer frente à AmBev, empresa que, ao reunir a Brahma e a Antarctica, aumentou seu poder de fogo para negociar a distribuição dos produtos com grandes varejistas, tendo sido acusada pelos pequenos distribuidores de prejudicá-los e de elevar a concentração do mercado.
As empresas aglomeradas na recém-criada Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logística da Distribuição (Confenar) respondem por 70% da distribuição dos produtos da AmBev, enquanto os outros 30% ficam nas mãos da própria empresa.
Os distribuidores têm com a companhia uma queda-de-braço tão antiga quanto o anúncio da fusão entre Brahma e Antarctica. Eles foram contrários à união e entraram com representação no governo federal em 1999. Em 2000, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estudou o caso por nove meses e aprovou a criação da AmBev. ''Nós perdemos no Cade, eles deram uma liberdade grande para a AmBev'', reclamou o vice-presidente da Confenar, Ataíde Guerreiro, ressalvando que as divergências são ''superáveis''.
Em vez de continuar reclamando, a estratégia dos distribuidores agora é andar de braços dados e conseguir melhores acordos com fornecedores de insumos. As compras conjuntas devem garantir uma economia de R$ 30 milhões às 400 empresas este ano, que empregam 35 mil trabalhadores.


