As distribuidoras de gás têm menos de três meses para finalizar a requalificação de todo o estoque de botijões com mais de dez anos de uso. Após este prazo, as empresas terão que dar início ao envasamento dos próprios vasilhames, que já deverão estar dentro das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Apenas a companhia Minasgás conseguiu se enquadrar nas regras da ABNT, até agora. A Supergasbrás deve ser a segunda empresa a conquistar o atestado da associação.
A Minasgás foi a primeira distribuidora no País a conquistar o certificado, que foi obtido após análise do Inmetro, ocorrida no dia 23 de maio. Segundo o diretor regional da companhia Ademir Gonçalves de Carvalho, todos os botijões com mais de dez anos estão em processo de análise. Ele disse que o nível de sucateamento até agora é de 1% do total. ‘‘Cerca de 2 mil botijões tiveram de ser retirados de circulação’’.
Hoje, há 65 milhões de botijões de gás no País. Somente a Minasgás - quinta companhia no mercado até a incorporação pela empresa holandesa SHV Energie - detém 10% do total de unidades. A empresa mantém em circulação 1,5 milhão de botijões, nos Estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A requalificação dos vasilhames faz parte de um programa estabelecido dentro do código de auto-regulamentação do setor de GLP. Após serem requalificados, cada um deles começa a circular com um selo de qualidade. Ao comprar um botijão, o consumidor saberá qual distribuidora é responsável pelo produto. Em caso de acidente, fica mais fácil reivindicar os direitos.

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