Distribuidoras repassarão queda da gasolina
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sábado, 22 de dezembro de 2001
Vânia Casado<br>De Curitiba 
As distribuidoras de combustíveis que abastecem os postos do Paraná pretendem repassar a redução no preço que vai vigorar nas refinarias a partir de 2 de janeiro. Elas acreditam que pelo menos entre 70% a 80% da queda de preço nas refinarias vai chegar na bomba, beneficiando o consumidor paranaense.
O governo federal anunciou que a gasolina vai ficar 25% mais barata nas refinarias. Pelos cálculos oficiais, o litro do produto deverá custar em torno de R$ 1,47 na maior parte do território brasileiro.
No Paraná, os postos de gasolina, por sua vez, vão computar o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja alíquota passará de 25% para 27% no ano que vem. Assim, o preço final que vai vigorar para o consumidor cai por conta do anúncio federal mas não tanto quanto em outros Estados brasileiros, por causa do aumento do imposto estadual.
Para um empresário do setor, o mercado é bastante competitivo e os postos brigam por milésimos de centavos. ''Certamente os proprietários de postos não vão perder a oportunidade de repassar a queda de preços para manter o cliente'', comentou, resguardando a identidade.
Por outro lado, a elevação da alíquota do ICMS não vai provocar muito impacto no preço final, porque a base de cálculo cai junto com o preço da gasolina. ''Para o governo, a arrecadação fica na mesma'', disse o empresário. lsso porque o aumento da tributação vai incidir sobre uma base de cálculo menor, com a redução do preço do produto na refinaria.
Desde ontem, logo após o anúncio da queda nos preços da gasolina, o movimento de compra do combustível nas distribuidoras caiu entre 10% e 15%. As distribuidoras acreditam que a queda no movimento vai continuar até o dia 2 de janeiro, quando o preço cai efetivamente na refinaria, conforme anunciou o presidente Fernando Henrique Cardoso na quinta-feira. O empresário salientou que a queda de movimento corresponde aos estoques existentes nos postos e não ao movimento do dia-a-dia.
Com a expectativa da queda nos preços, consumidores e postos de gasolina passam a regular o consumo, à espera de preço mais baixo. Portanto os postos vão comprar somente aquilo que projetam vender até o dia 1º. ''Ninguém vai fazer estoques para perder na semana que vem'', observou o empresário.


