Representantes de distribuidoras de combustíveis foram unânimes em recusar a proposta do Ministério Público (MP), que sugeriu que o preço do litro do álcool repassado para os revendedores em Londrina fosse reduzido em até R$ 0,12. Ontem, durante tensa reunião com o promotor de defesa do consumidor, Miguel Sogaiar, os distribuidores afirmaram que não existe a possibilidade de reduzir o preço, pois os valores dos produtos são ditados pelo mercado e alegaram, inclusive, que Londrina está dentro da normalidade.
A proposta do MP está respaldada em levantamento realizado pelo órgão, entre novembro de 2006 e fevereiro de 2007 - que apontou grandes diferenças de preços praticados pelas distribuidoras em Londrina e Maringá. No álcool, a variação chegou a ser de 7,5% a 19,5%. Conforme o promotor, no período da apuração de dados, o preço máximo do litro do álcool praticado pelas distribuidoras era de R$ 1,18, em Maringá, e de R$ 1,41, em Londrina. ''Com base nesse cruzamento de dados sugerimos que o preço fosse reduzido. Mas eles se recusaram a assinar um Termo de Compromisso de Ajustamento'', lamentou Sogaiar.
Segundo o promotor, os distribuidores disseram que usam parâmetros diferentes para cada região, que ''cada região é uma região'' e que em algumas os custos operacionais são mais altos. Sogaiar frisou que vai analisar as questões levantadas durante a reunião antes de adotar qualquer medida, mas afirmou que não descarta a possibilidade de ingressar com ações judiciais para reverter a situação.
Estavam presentes na reunião representantes de 12 distribuidoras, entre elas Esso, Shell, Ipiranga e BR. Ao final da reunião, os representantes das empresas preferiram não falar com a imprensa.

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