Distribuidoras pedem 30 dias para adotar sistema de cotas
As distribuidoras de energia consideram insuficiente o prazo de 12 dias para a adoção do sistema de cotas de consumo de eletricidade. Trata-se de uma das hipóteses consideradas pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE). As empresas desses segmento, entretanto, defendem que o governo aplique de imediato os apagões.
Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães, as empresas necessitariam 30 dias, no mínimo, para implementar o sistema de cotas. A proposta foi levada à CGCE pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e prevê que os consumidores que ultrapassarem uma determinada cota de consumo terão de pagar, pelo excesso, uma tarifa calculada com base no preço da energia praticado no mercado atacadista do setor atualmente de R$ 459,00 o Megawatt/hora. A ANP defende ainda que a redução no consumo seja premiada com um crédito nas contas calculado pela mesma fórmula.
Representantes da Abradee reuniram-se ontem com o núcleo-executivo da CGCE para defender que o governo adote cortes de energia. Na próxima segunda-feira, representantes da entidade voltarão a Brasília para discutir com os integrantes da CGCE as medidas do plano de racionamento. Segundo Guimarães, os apagões são necessários, em um primeiro momento porque são capazes de garantir a redução do consumo de energia. Isso não impede que, associadas aos cortes, sejam implantadas as cotas de consumo, explicou. (AE)





