Distribuidoras ouvidas no caso de cartel
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O promotor de justiça de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogaiar, ouviu ontem representantes de distribuidoras de combustíveis dando sequência às investigações sobre a formação de cartel em Londrina. ''Vamos verificar se as distribuidoras também participam desse conluio'', destacou. Os combustíveis na cidade são os mais altos da região e o alinhamento dos preços levanta suspeita de cartel, já comprovado pelo Procon e até pelo próprio promotor. ''Existe uma prática abusiva de preços em Londrina'', declarou Sogaiar.
Representantes da Petrobrás, Ipiranga, Texaco e Caomé entregaram notas ficais para comprovar os preços em que são vendidos os combustíveis para os postos na cidade. Nenhum deles quis falar com a imprensa. Além das distribuidoras, o promotor solicitou à Petrobras e à Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), através de ofício, que encaminhem os preços de venda dos combustíveis para as distribuidoras. ''Vamos fazer uma comparação dessa cadeia de preços para comprovar mais ainda o que está acontecendo em Londrina'', apontou.
Sogaiar acrescentou também que as distribuidoras justificaram o alto valor dos combustíveis em Londrina com a questão da distância para o transporte. ''Vamos checar essas informações para ter noção exata do que está ocorrendo'', salientou. Os representantes da Esso, Shell e Fic justificaram a ausência ontem. A Esso será ouvida no dia 1º de abril e a Fic, no dia 2. Não foi agendada a audiência com a Shell.
Para o promotor, o consumidor pode colaborar para coibir o cartel. ''O consumidor pode ajudar procurando preços mais em conta e até buscar outras localidades para abastecer seus carros'', orientou.
Presos - O presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis de Londrina (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda, e o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindcombustíveis), Valter Domingos Sasso, continuavam presos ontem no 2º Distrito Policial por crime contra a ordem econômica (formação de cartel) e constrangimento de testemunhas.
Eles estão detidos desde o último dia 14. Outros 10 proprietários de postos estão com prisão preventiva decretada mas continuam foragidos. São eles: Reginaldo Monteiro, Ismael Anselmo, Luiz Jorge Bolognesi, Maxuell Pavesi, Marcos Antonio Suriam, Sandro Vicente Zanchet e Nilo Morishita (réus no processo 291/01) mais Hamilton Cobo Pires, Silvano Leite de Almeida e Antonio Marques da Silva (réus no processo 180/02).


