Distribuidoras e postos reduzem compra de combustíveis
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quinta-feira, 24 de abril de 2003
Nicola Pamplona<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro Postos e distribuidores de combustíveis reduziram, ontem, suas compras na Petrobras à espera do prometido corte nos preços da gasolina e do diesel. Segundo o presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Gil Siuffo, os revendedores estão comprando quantidades menores, mas não há risco de desabastecimento nos postos.
''O que pode ocorrer é que um posto com dez bombas, por exemplo, deixe de operar em duas delas. Ou que um posto que compre 20 mil litros esteja comprando apenas 10 mil'', afirma. A Fecombustíveis e o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) criticaram a maneira como foi divulgada a redução dos preços.
''Precisamos de previsibilidade para trabalhar. A Petrobras tem de ser mais transparente em sua política de preços'', disse o diretor do Sindicom, Leonardo Gadotti. A Petrobras ainda não detalhou de quanto será o reajuste e quando será feito. Limitou-se a informar, ontem, que planeja reduzir os preços ''nos próximos dias'' em um porcentual de apenas um dígito. É possível que o anúncio seja feito hoje para que os novos preços entrem em vigor no domingo.
O Sindicom pede ao governo uma política transparente para a gasolina e o diesel, como ocorre para outros combustíveis, como o querosene de aviação. ''O mercado está aberto e as empresas privadas podem importar. Mas quem vai buscar produtos lá fora sem saber como os preços da Petrobras vão se comportar?'', questiona Gadotti.
Siuffo diz que o repasse da redução nos preços pelos postos não se dará no mesmo porcentual adotado pela Petrobras, mas num patamar menor. Isto ocorre porque o preço da gasolina vendida nas refinarias, chamada de gasolina A, representa apenas uma parte da vendida pelos postos, chamada de gasolina C. Impostos e álcool anidro têm impacto no valor final de venda do produto.


