Curitiba O presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e a diretora financeira da empresa, Gleise Hoffmann, passaram o dia de ontem em Brasília buscando junto a representantes do Ministério das Minas e Energia, uma forma de enfrentar o atraso nos pagamentos que deveriam ser feitos pelas distribuidoras Furnas, Eletrosul e a paraguaia Ande. A falta de pagamento das distribuidoras pela energia comprada de Itaipu começou a se acumular no último trimestre do ano passado e já alcançou o valor de US$ 177,5 milhões.
Segundo o superintendente de Comunicação da Itaipu, Hélio Teixeira, as distribuidoras Furnas e Eletrosul entregam a energia comprada de Itaipu a outras 17 distribuidoras. São essas empresas que fazem a energia chegar até a casa de cada consumidor. E são também essas empresas que estariam em atraso com Furnas e Eletrosul, impedindo que as duas distribuidoras acertem contas com a geradora da energia. A situação da empresa paraguaia é semelhante.
Sem receber, a Itaipu também não consegue enviar recursos às Centrais Elétricas Brasileiras S/A (Eletrobrás). É a Eletrobrás quem coordena o setor elétrico no País e quem contrata financiamentos externos para a construção de infraestrutura, inclusive na Itaipu. Sem receber, a Itaipu também não tem como pagar à Eletrobrás. O pagamento dos valores atrasados também estava sendo negociado ontem.
Até o fechamento dessa edição, a reunião em Brasília ainda não tinha terminado. Segundo Teixeira, tanto com as distribuidoras brasileiras quanto com a paraguaia, as negociações para a realização dos pagamentos já estão adiantadas.

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