Rio de Janeiro A Petrobras quer passar para as distribuidoras de combustíveis a responsabilidade de importar diesel, como já fez com as centrais petroquímicas no caso da nafta e negocia com as distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Segundo o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), o Brasil importa cerca de 25% dos 30 bilhões de litros de diesel que consome anualmente e a estatal já anunciou às empresas que pretende reduzir sua participação nas importações.
A estatal não comentou as negociações, mas disse que ''é favorável e busca estimular a presença de outros agentes nas importações de produtos para o mercado brasileiro''. Nos últimos meses, a Petrobras teve prejuízo com as importações do produto, pois não pôde repassar a alta do dólar e do preço internacional para o preço interno durante o período pré-eleitoral. Pelo mesmo motivo, a empresa já deixou de importar nafta as próprias centrais petroquímicas o fazem e quer deixar de importar GLP.
Mas, assim como as distribuidoras de GLP, as empresas filiadas ao Sindicom, donas de 76% do mercado, não vêem com bons olhos as importações de diesel. ''Não se pode ter diferença de preços entre o mercado interno e o externo. Se tiver, não dá para importar'', disse o porta-voz da entidade, Alísio Vaz. Na prática, as empresas não querem assumir os riscos da indefinição na política de preços dos combustíveis.

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