Os deputados da CPI dos Combustíveis reuniram-se a portas fechadas, ontem em Curitiba, para avaliar os desdobramentos da operação ocorrida no Norte do Paraná, no final da semana passada. Juntos com a Receita Estadual e o Ministério Público, decidiram pelo cancelamento da inscrição estadual da Distribuidora Popular, de Sarandi. A CPI constatou que a distribuidora tem como sócio Wilson Manfio de Souza, irmão de Luiz Carlos Manfio de Souza, que foi sócio da Resibril. Também teve a inscrição estadual cancelada a Agro Petróleo Ltda, de Marialva, denunciada por adulteração.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou ontem que vai cancelar o registro de operação de 24 distribuidoras de combustíveis no País. Segundo o diretor-geral da ANP, David Zilbersztajn, verificou-se que essas empresas não estavam em situação regular.
AusênciaOntem, os sócios das empresas Alco Araucária, Moacir dos Santos Oliveira, e Rodocola, Nadin Andraus, faltaram ao depoimento que prestariam na Delegacia de Estelionatos e Desvio de Cargas de Curitiba. Eles são citados no inquérito que apura sonegação fiscal e transporte ilegal de combustível, trabalho que é feito paralelamente à CPI do Combustível no Paraná.
O advogado dos empresários, Antonio Figueiredo Basto, pediu a transferência dos depoimentos para amanhã. O delegado-adjunto aceitou, alegando que não haverá prejuízo do andamento do inquérito e que já tem elementos suficientes para caracterizar a existência dos crimes de sonegação fiscal e transporte ilegal de combustível. O advogado dos empresários é o mesmo que defende Paulo Mandelli e Joarez França Costa, o ‘‘Caboclinho’’, acusados de serem os líderes dos desmanches de carros roubados no Estado. (Colaborou Vânia Casado)

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