O diretor de Defesa da Concorrência do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Brasil, Alísio Vaz, informou ontem, por telefone, do Rio de Janeiro, endereço da entidade, que as distribuidoras sobem o preço do álcool quando há reajustes nas usinas. Ele não tem acompanhado o praticado no Paraná, mas acompanha o de São Paulo, que, segundo ele, é seguido pelo resto do País.
''Em janeiro, o litro do álcool hidratado era vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 0,53 e manteve-se estável nessa faixa até maio, quando começou a cair. No final de junho e começo de julho, chegou a R$ 0,32 e desde então vem crescendo semanalmente'', historiou. Em São Paulo, o produto era vendido entre R$ 0,65 e R$ 0,70 na usina nesta semana.
Considerando o preço máximo de R$ 0,65 por litro de álcool praticado no Paraná, conforme informou a Associação do Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), em matéria publicada ontem pela Folha, Vaz fez a seguinte conta para a reportagem: ''sobre R$ 0,65 são contabilizados R$ 0,25 de ICMS, R$ 0,10 de Pis/Cofins e mais de R$ 0,03 a R$ 0,04 de frete por litro. O resultado da soma é R$ 1,04. Sobre esse valor é acrescentado a margem operacional das distribuidoras e dos postos. O preço final depende da margem praticada por cada setor''.

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