Distribuidor quer preço menor
Carmem Murara
De Curitiba
As distribuidoras de gás natural e de refinaria, entre elas a Companhia Paranaense de Gás (Compagás), se reúnem hoje com a diretoria da Petrobras Gás S/A (Gaspetro), no Rio de Janeiro, para negociar uma alternativa que viabilize a redução do preço do produto importado. A intenção é sensibilizar a Gaspetro a diminuir as margens de lucro na compra do gás natural da Bolívia, para que ele chegue mais barato para o consumidor. Hoje a diferença entre o gás de refinaria e o natural importado chega a 46%. A alternativa de barateamento foi discutida ontem em Curitiba durante o primeiro Fórum de Gás Natural.
O evento, organizado pela Gaspetro e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi feito para convencer as empresas das vantagens de se utilizar o gás como fonte de energia. O maior problema para sensibilizar o empresariado ainda é o preço do produto importado, que custa hoje US$ 2,95 (R$ 5,33) e há ainda os investimentos necessários para se fazer a conversão dos equipamentos e maquinários das empresas.
Os números da Compagás mostram que as metas da empresa não foram atingidas. O objetivo era ter 67 clientes e consumo de 500 mil metros cúbicos de gás natural, mas, por enquanto, há 13 empresas contratadas que consomem 128 mil metros cúbicos ao dia. Começamos num momento um pouco desfavorável, por causa do preço internacional do gás, mas a tendência é de queda no preço, diz, otimista o presidente da Compagás, Antonio Fernando Krempel.
Krempel é um dos executivos das distribuidoras que quer sensibilizar a Gaspetro a reduzir o preço do produto. Mas a tarefa será difícil. O diretor da Gaspetro, Paulo Roberto Costa, diz que a empresa não tem margem de lucro no gás boliviano. Ele participou ontem do fórum. Costa enfatiza que o preço não é o único fator que deve pesar na decisão da empresa. Tem que se levar em conta uma série de fatores como segurança, preservação do meio ambiente e vantagens econômicas.





