Distribuição de calcário vira lei e beneficia os produtores
A distribuição de calcário aos mini e pequenos agricultores agora é lei no Paraná. Todos os agricultores com propriedades de até três módulos fiscais (cerca de 60 hectares) têm direito a receber 50 toneladas do produto com subsídio de 70%.
A lei 11.175, de 11 de setembro de 95, de autoria do deputado Augustinho Zucchi (PPB), tem o objetivo de garantir igualdade de condições a todos os agricultores do Estado para a aquisição do produto, corrigindo uma antiga distorção.
Este ano, já em cumprimento à lei, a Secretaria da Agricultura distribuiu 700 mil toneladas de calcário a 42 mil produtores. Para 97, a meta é repetir o mesmo número atendendo produtores que ainda não foram beneficiados este ano.
O calcário é fundamental para a correção da acidez do solo e pode garantir um aumento na produtividade das lavouras entre 50% e 200%, informa José Luís Corrêa Salles, chefe do Departamento de Agricultura, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Ele explica que o volume de calcário a ser usado depende da análise de solo. Em média, o calcário reage no solo cerca de três meses após a aplicação e, portanto, já garante um efeito positivo na primeira safra. Outra vantagem é que a aplicação dura por três anos e só após este período é que precisa ser repetida.
Salles lembra que a distribuição de calcário pela Secretaria da Agricultura vem sendo feita há quase 10 anos, mas a lei, aprovada no ano passado, trouxe algumas vantagens para o agricultor.
Antes, a secretaria pagava R$ 10,00 por tonelada de calcário adquirida. Com isso, o agricultor que estava localizado muito distante da mina de calcário acabava pagando mais do que aquele mais próximo, explica.
Ele cita o exemplo de um agricultor de Paranavaí, que pela distância acabava tendo que desembolsar R$ 16,00 por tonelada de calcário adquirida, já que o preço do insumo, incluindo o frete, chegava a R$ 26,00 e a secretaria pagava apenas R$ 10,00.
Um produtor de uma localidade mais próxima da mina acabava recebendo de graça o produto, observa. Hoje, com a lei, qualquer produtor tem 70% do valor do calcário, posto na propriedade, coberto pelo governo, garante o técnico.





