Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
Com a portaria que declara o Paraná área livre de aftosa com vacinação, os CSAs (Conselhos de Sanidade Agropecuária) e o Estado deverão intensificar, a partir de agora, o combate ao abate clandestino de gado bovino. De acordo com o presidente do CSA de Londrina, Edison Mazei Ponti, esta será uma das principais medidas para obtenção da melhoria na sanidade do rebanho, que na região chega aproximadamente a 360 mil cabeças. ‘‘Vamos lançar um disque-denúncia através do qual qualquer pessoa poderá notificar os órgãos competentes e ajudar na fiscalização’’.
Com relação à qualidade da carne, será realizado um trabalho de conscientização sobre as vantagens de uma seleção mais apurada dos animais e da emissão do certificado de origem do animal (idade, sexo, engorda em confinamento ou não, peso, tipo de carne, entre outras).
Para Ponti, a agregação de valores ao produto nacional é a chave do sucesso de marketing no exterior. ‘‘Queremos colocar em ação um conjunto de iniciativas que diminua o tempo de engorda dos animais. Com isso, vamos aumentar a produção e baratear o preço ao consumidor’’.
Além do Paraná, estão inclusos na área livre de aftosa com vacinação os estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, parte de Minas Gerais e o Distrito Federal. Segundo Juarez Moreira da Silva, chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, isso equivale a um acréscimo de mais 60 milhões de cabeças liberadas para a exportação.

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