Disputa por talentos faz parte do jogo
A busca por novas oportunidades de emprego se deve mais ao interesse de quem possui alta especialização profissional do que a tentativa deliberada de ''assédio'' por parte de empresas que lidam com alta tecnologia. A afirmação é Osires Silva, ex-fundador da Embraer e então reitor da Universidade de Santo Amaro (Unisa-SP). Osiris também foi presidente da Petrobras e da Varig, além de ministro de Estado.
De formação militar, sendo coronel reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), Osires aponta que a saída para região de Londrina, para evitar a perda de funcionários especializados para outras regiões do país, seria as administrações municipais das 89 cidades se preocuparem em criar incentivos fiscais e de logística para o setor empresarial. ''Estas prefeituras precisam tornar a região diferenciada e atrativa. Acompanho muito de perto o crescimento desta região, é necessário melhorar este aspecto'', ensina.
Sair em busca por novas oportunidades de trabalho e salário faz parte da vida de quem é profissional especializado. ''Não conheço nenhuma pessoa que não saia do lugar se não estiver interessada em fazê-lo'', observa. Entretanto, Osires acrescenta que o assédio por profissionais na Embraer, Petrobras e no mercado em geral é muito comum. ''As empresas querem o melhor para serem competitivas, esta é a lei de mercado'', sintetiza.
O estudante de eletromecânica do Senai de Londrina, Alexandre Lobo de Andrade, diz que não teria a menor dúvida de mudar de empresa se recebesse uma oferta melhor de trabalho. ''Estou à procura de melhorar minha vida'', declara. Ele conta que está estudando para poder prestar concursos para a Petrobras, Sanepar e Copel. O futuro eletromecânico está de olho em salários que giram em torno de R$ 1,2 milhão a R$ 5 mil reais.





