Disputa para o FMI reúne três nomes
Da Redação
A disputa pela vaga de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), ocupada até este mês pelo francês Michel Camdessus, entra na reta final. Três nomes firmaram-se na briga pelo cargo. Além de Caio Koch-Weser, brasileiro com nacionalidade alemã e que ocupa o cargo de vice-ministro das Finanças na Alemanha outros dois despontaram na semana que passou.
A Ásia apresentou formalmente o seu candidato: Eisuke Sakakibara, vice-ministro de Finanças no Japão. E os Estados Unidos surpreenderam, indicando para o cargo Stanley Fischer, que ocupa interinamente a vaga de Camdessus desde a sua saída, há duas semanas. Fischer ganhou, ainda, um apoio inesperado para a sua candidatura. Um grupo de 20 países africanos manifestou apoio explícito, na quinta-feira, ao nome do norte-americano para o cargo.
Historicamente, a direção-geral do FMI fica nas mãos de um europeu, enquanto a do Banco Mundial nas de um americano. Por isso, a iniciativa do governo dos Estados Unidos de apontar um candidato e pleitear o apoio africano causou surpresa.
No último dia 15, Koch-Weser recebeu o apoio da grande maioria dos ministros de finanças da União Européia, que participaram de uma reunião em Helsinque. A França, que resistia ao nome do brasileiro, preferiu não contrariar abertamente a indicação da Alemanha.
Caio Koch-Weser é visto como um verdadeiro cidadão do mundo pelos analistas alemães. Aos 55 anos, fala cinco línguas, inclusive um pouco de chinês, e tem o diferencial de possuir as duas nacionalidades. Weser é paranaense de Rolândia. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a sucessão.





