Com a briga pela contratação de trabalho entre os estivadores registrados e cadastrados no Porto de Paranaguá nenhum navio foi carregado ontem no terminal de contêineres. Apenas o corredor de exportação, por onde se embarca a soja, está funcionando normalmente.
Nove navios ficaram parados, o que provocou atraso no recebimento de receitas no valor de R$ 1,5 milhão. Os operadores portuários serão obrigados a pagar diárias extras pelo tempo que os navios permanecerão atracados.
O impasse entre os registrados e cadastrados começou na quarta-feira à noite em uma assembléia para definir como se daria a escalação de mão-de-obra. O Sindicato dos Estivadores do Porto de Paranaguá tem 480 membros registrados e 1.217 não registrados. A regra que vigorava até então era chamar 20% de estivadores cadastrados e 80% de registrados no sindicato. Todos concordaram em equiparar o percentual em 50%, mas os registrados não permitiram que os cadastrados assumissem a função de chefia. Houve descontentamento e um estivador chegou a ser ferido com uma faca.
Desde quinta-feira pela manhã o terminal de contêineres está praticamente parado. Uma reunião que se estendeu ontem pela noite definiria se o trabalho iria retornar hoje. O caso deve ser resolvido pela Justiça do Trabalho, que definirá como tem se ser feita a escalação dos portuários.

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