Disputa entre consórcios atrasa venda das teles
O Ministério das Comunicações enfrenta, desde ontem, seu primeiro embate efetivo no processo de privatização do Sistema Telebrás. A licitação para escolha do consórcio responsável pela avaliação e modelo de venda das telefônicas estatais foi interrompida por um recurso administrativo do consórcio Telebrasil 2000, um dos envolvidos na disputa.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que conduz a licitação, estava preparado para abrir os envelopes com as propostas comerciais dos candidatos e anunciar, ontem mesmo, o nome do vencedor. O recurso, no entanto, vai atrasar a concorrência por três semanas. O ministro Sérgio Motta, das Comunicações, tem prometido privatizar o Sistema Telebrás no final do primeiro semestre, mas a direção do BNDES já admite que o calendário oficial está muito apertado.
Quatro megaconsórcios formados por grupos nacionais e empresas internacionais de consultoria apresentaram propostas na concorrência, mas um deles, o Nova Telebrás (Banco Garantia, JP Morgan e Goldman Sachs) foi desqualificado ainda na fase técnica. Restaram três consórcios igualmente poderosos: Telebrasil (Merrill Lynch, First Boston, Banco Graphus, Metal Data e outros), o Telebrasil 2000 (Banco Fontecindam, Kleinwort Benson, Lehman Brothers, Deutsche Bank e outros) e o Brasilcom, este formado pela Salomon Brothers e pelo Morgan Stanley.





