Curitiba – O Conselho de Administração da Copel recomendou à Copel Participações S.A. que passe a adotar nos contratos que venha a celebrar de agora em diante ‘‘uma cláusula que possibilite à companhia adquirir o controle dessas novas sociedades ou participações’’. A medida é considerada como saneadora, conforme a análise feita por fontes ouvidas pela Folha ontem.
Desde 1998, a Copel vêm firmando parcerias com a iniciativa privada. Na maioria delas, a estatal figura como sócio-minoritária, o que dá munição para os opositores ao governo Jaime Lerner (PFL) questionarem na Justiça os empréstimos concedidos pela estatal a esses consórcios. A Lei das S.A., por exemplo, veda qualquer tipo de transação com sócio-minoritário.
A Copel é minoritária em boa parte das parcerias hoje em vigência. Dentre as quais, a Dominó Holding S.A, a UEG Araucária, a Tradener, Escoeletric Ltda, e a Foz do Chopim Energética. Esta, inclusive, é questionada na Justiça por conta de um empréstimo de R$ 26 milhões concedido recentemente pela estatal. O processo corre na 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

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