São Paulo As taxas de juros cobradas pelos bancos mantiveram a trajetória de alta no início desse ano e atingiram o maior nível desde junho de 2000. Segundo pesquisa realizada pelo Procon-SP, a taxa média para o cheque especial passou de 8,85% em dezembro para 9,11% ao mês, em janeiro, nos 13 bancos pesquisados.
A taxa equivalente ao ano para esta modalidade é de 184,74% (176,66% em dezembro). Desde junho de 2000, a taxa do cheque especial não ficava acima dos 9% ao mês. Naquela época, os juros estavam em 9,16% (186,2% ao ano).
A taxa média para o empréstimo pessoal passou de 5,93% em dezembro para 6,01% ao mês na primeira quinzena de janeiro. A taxa equivalente ao ano é de 101,39%, contra 99,72% em dezembro.
A maior taxa para o empréstimo pessoal encontrada foi de 6,95% ao mês (Itaú). A menor ficou em 3,95% ao mês (Nossa Caixa). Em relação ao cheque especial, a maior taxa foi de 9,80% (BCN e Itaú) e a menor, de 7,95% (Nossa Caixa). A pesquisa mostra a redução das taxas de empréstimo em apenas dois bancos: BBV (de 5,20% para 4,80% ao mês) e Real (de 6,15% para 5,95% ao mês). No entanto, nenhuma queda foi registrada na taxa de cheque especial.
Os 13 bancos que fizeram parte da coleta foram: Banco Bilbao Vizcaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco.
O Copom se reúne nesta semana para decidir sobre possíveis alterações na taxa básica. No mercado, a expectativa é de manutenção dos juros em 25% ao ano.

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