Sobe Ibovespa
Desce dólar




Ibovespa sobe 1,55% e termina pregão aos 89.250 pontos


O discurso "dovish" (suave) do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deu direção ao mercado brasileiro de ações, que enfrentava um pregão de volatilidade desde a abertura nesta quarta-feira, 28. Além de afirmar que os juros nos Estados Unidos estão "pouco abaixo" do nível neutro, Powell disse não ver "excessos perigosos nos mercados acionários". Essa foi a senha que deflagrou uma corrida às ações nas bolsas de Nova York, com reflexos instantâneos por aqui. O Índice Bovespa subiu com força e terminou o dia com ganho de 1,55%, aos 89.250,82 pontos. Os negócios somaram R$ 16,1 bilhões.

Destaque para as ações do setor financeiro; as Petrobras caem

Com o resultado desta quarta, o principal indicador de ações da B3 voltou a encostar em sua máxima histórica, de 89.598 pontos, registrada em 5 de novembro. Passa, assim, a acumular ganho de 2,09% em novembro. A alta foi garantida principalmente pelo bom desempenho das ações do setor financeiro e de siderurgia e mineração, uma vez que os papéis da Petrobras sucumbiram diante da queda forte dos preços, terminando com perdas de 1,25% (ON) e de 0,59% (PN). Entre os papéis do setor financeiro, os destaques ficaram com as units do Santander (+2,45%) e Bradesco ON (+3,24%). A queda do dólar penalizou ações exportadoras, como Klabin (-1,45%) e Suzano ON (-0,73%).

Em dia instável, dólar tem queda de 0,93% e fecha a R$ 3,8380

Após a sucessão de altas que culminou no dólar acima dos R$ 3,92 na segunda-feira, a moeda americana teve o segundo dia consecutivo de queda frente ao real e encerrou esta quarta-feira cotada em R$ 3,8380, recuo de 0,93%. Em dia instável, a divisa chegou a ter alta nos primeiros negócios do dia e novamente no início da tarde, mas voltou ao negativo impactada pelos leilões de linha realizados pelo Banco Central e com o discurso mais "dovish" que o esperado por parte de Jerome Powell. Nos leilões desta quarta, o BC vendeu o lote integral de US$ 1 bilhão. A justificativa do Banco Central é que é necessário fornecer liquidez para os mercados.

Em queda, DI para janeiro de 2020 termina em 6,940%

O discurso de Jerome Powell ampliou no Brasil o ritmo de queda dos juros futuros, especialmente nos vencimentos intermediários e longos onde as taxas encerraram a sessão regular em baixa de mais de 10 pontos-base. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou em 6,940%, de 7,012% no ajuste anterior, e a do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caiu de 8,003%, para 7,91%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,12% (9,243% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 9,772% para 9,67%.

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