A loja Disapel de Londrina deve estar com as atividades encerradas na cidade nos próximos dias. O fechamento da loja já é esperado há algumas semanas, mas aguarda o término do estoque, que ontem estava praticamente no fim. A situação econômica da Disapel, a segunda maior rede varejista do sul do País, se tornou pública em janeiro do ano passado, quando teve início o processo de concordata preventiva do grupo. Naquela época, a dívida estimada era de R$ 116,5 milhões. A notícia do fechamento fez com que os consumidores formassem filas na porta da loja nesta semana. Embora ninguém tivesse informações precisas sobre o valor dos produtos, falava-se em descontos de 50% na última quarta-feira. ‘‘Aquele homem disse que comprou um forno de microondas por R$ 142’’, dizia a dona-de-casa Antonia da Cruz. A Folha não conseguiu confirmar o preço porque o gerente se recusou a conversar com a reportagem.
A Disapel tem 81 lojas espalhadas no Sul e emprega cerca de 1,2 mil funcionários. Os executivos da matriz da loja, em Curitiba, se negam a dar qualquer informação, alegando que apenas o síndico da massa falida, Clemenceau Calixto, poderia falar com a imprensa.
Justiça O destino das lojas da rede deve ser decidido hoje pelo juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Nilson Mizuta. Elas vêm sendo disputadas pelo Ponto Frio e Casas Bahia. Se persistir o impasse, as lojas podem ir a leilão público.
As informações são de que a Ponto Frio fez depósito de R$ 4,8 milhões pelas lojas, valor estipulado judicialmente, comprometendo-se a manter os funcionários por 90 dias e, após isso, ficar com 70% do quadro. A Casas Bahia entrou no negócio e depositou R$ 9,6 milhões para ficar com os 81 pontos que levam a marca Disapel. Além disso, ela se comprometeu a manter o emprego dos funcionários por 180 dias e, depois, ficar com 85% do quadro. (Com Agência Estado)

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