Agência Folha
De Brasília
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, indicou a funcionária de carreira Tereza Grossi Togni para a diretoria de Fiscalização da instituição. Se confirmada, ela será a primeira mulher a ocupar um cargo de diretoria do BC. Seu nome deve ainda passar pelo crivo do Ministério da Fazenda e do Palácio do Planalto e ser aprovado no Senado, após realização de sabatina.
Luiz Carlos Alvarez, ex-ocupante do cargo, pediu demissão na última sexta-feira após qualificar como ‘‘lixo’’ parte do relatório da CPI dos Bancos que continha acusações ao BC. A função está sendo desempenhada interinamente por Carlos Eduardo de Freitas, diretor da área de bancos e dívidas estaduais.
Tereza Grossi Togni é a atual chefe do Departamento de Fiscalização do BC e causou boa impressão aos senadores em maio passado, ao explicar na CPI dos Bancos como foi feito o socorro aos bancos Marka e FonteCindam, que custou R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.
Ela conduziu pessoalmente as negociações técnicas com o Marka. Quando foi feito o socorro, Tereza era a chefe-adjunta do Departamento de Fiscalização do BC. Alvarez, então o titular do departamento, estava em férias.
Seu depoimento causou boa impressão entre os senadores porque revelou detalhes de como o banqueiro Salvatore Cacciola foi atendido no BC e de como foi elaborada a carta da BM&F (Bolsa de Mercadoria e de Futuros) que indicava a possibilidade de crise sistêmica provocada pela quebra de bancos.
Antes de responder às perguntas dos senadores na CPI, Tereza fez um depoimento em que denunciava a falta de estrutura para a fiscalização do BC. ‘‘Sua experiência e competência a qualificam para conduzir uma área que é prioritária para o BC e para o governo’’, declarou Fraga, por meio da assessoria de imprensa do BC.

mockup