Curitiba – Depois de ter ameaçado se retirar da Argentina em função da crise pela qual passa o país, na terça-feira, o grupo HSBC enviou dois de seus mais qualificados agentes que trabalham em Curitiba – cidade-sede responsável pela instituição na América do Sul – para o HSBC Argentina.
O coordenador da área de varejo da América do Sul, Antonio Losada, e o diretor de Recursos Humanos, Nicolas di Stefano, devem permanecer no país vizinho por tempo indeterminado, estudando opções que recuperem as operações bancárias e viabilizem a permanência do banco.
O HSBC é, atualmente, o quinto maior banco na Argentina. A decisão do grupo em permanecer no país deve-se, segundo a assessoria de imprensa do HSBC no Brasil, ao ‘‘programa econômico de acerto junto à comunidade internacional’’, recém-divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
O balanço financeiro de 2001 divulgado pelo HSBC Holding, no último dia 4, apontou uma queda de 18% no lucro bruto do grupo em função das operações na Argentina. De US$ 9,7 bilhões de lucro em 2000, o banco passou para US$ 8 bilhões no ano passado.
O motivo, de acordo com a assessoria, foi a ‘‘forte provisão’ de US$ 1,120 bilhão feita na Argentina. Deste total, ‘‘o banco perdeu da noite para o dia’’ US$ 550 milhões com a pesificação, ou seja, com a transformação dos depósitos em dólares para peso, com deságio de 40%. Outros US$ 620 milhões foram provisionados para cobrir créditos de recebimento duvidosos.
Existente há 137 anos, e presente, hoje, em 81 países, o HSBC nunca saiu de nenhum país onde tenha se instalado. A intenção, segundo a assessoria é manter Curitiba como sede para os assuntos da América do Sul. O Brasil corresponde a 98% dos investimentos do banco na região e a Argentina a 1,5%.

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