Rio - A Petrobras acredita em uma queda no preço da gasolina até o final do ano. Segundo o diretor de Abastecimento da estatal, Rogério Manso, a cotação internacional tende a cair com o fim do verão nos Estados Unidos, quando o consumo é maior. Além disso, acrescentou, o dólar está pressionado exageradamente e espera-se que ceda até o final do ano. ''É perfeitamente possível que o preço caia no Brasil'', afirmou o executivo.
A partir deste mês, a Petrobras passa a reajustar o preço dos combustíveis quando achar necessário, sem precisar de um prazo mínimo desde a última alteração, já que o gatilho definido anteriormente, para durar apenas 90 dias, chegou ao fim. Manso não quis dar detalhes sobre como e quando serão feitos os reajustes, limitando-se a dizer que a companhia vai manter seus preços alinhados com a concorrência. A gasolina já subiu 29% em 2002, desde a redução de 25% na virada do ano.
Segundo o executivo, apenas o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão, terá seus reajustes em períodos definidos. ''Fizemos um acordo informal com as distribuidoras para manter um preço mensal para o GLP'', disse. O preço do GLP é o que mais cresceu este ano, acumulando uma alta de 63%. As distribuidoras reclamam de que os valores cobrados pela Petrobras são muito altos.
Para Manso, a Petrobras está cobrando um ''preço justo'' pelo produto, acompanhando as variações do mercado internacional. As distribuidoras de GLP estão aptas a importar o combustível e ele disse que a Petrobras não fará objeções às importações feitas por terceiros. A estatal admite deixar de importar GLP caso outras empresas queiram trazer o combustível do exterior.
''Com o mercado aberto, só vamos importar aquilo que nos trouxer vantagem competitiva'', afirmou. Segundo ele, atualmente 35% do gás de botijão consumido no Brasil vem de outros países.
Sumiço - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) detectou o desaparecimento de sete milhões de litros de gasolina. O combustível foi comprado na Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, pela distribuidora Thork e seria vendido na Bolívia. Parte dele foi encontrada nos tanques de pequenas distribuidoras que atuam no Estado de São Paulo.

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