Curitiba - A taxa cobrada em 44 hotéis e restaurantes de Curitiba e revertida para a atração de eventos à cidade não tem fiscalização sobre a destinação e aplicação dos recursos arrecadados. De acordo com o diretor de turismo da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC), António Azevedo, não há como saber se o dinheiro vem sendo devidamente repassado ao Convention Bureau & Eventos. Para ele, o Ministério Público deveria ser o responsável pelo acompanhamento da receita obtida com a room tax.
O conselheiro da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, seção Paraná, Luiz Fernando Aguiar, admitiu que não existe qualquer fiscalização do repasse da taxa para o Convention Bureau. No entanto, ele argumentou que a entidade, de caráter privado, necessita da ajuda dos contribuintes. ''Os hotéis são os grandes interessados no sucesso do Convention Bureau. Não existe qualquer possibilidade deles não estarem repassando os recursos arrecadados'', afirmou Aguiar.
O Convention Bureau foi criado em agosto de 2000 e ainda não conseguiu atrair grandes eventos para Curitiba. A culpa, segundo Aguiar, não seria da estrutura da entidade. Ele alegou que a falta de bons centros de convenções em Curitiba seria um dos motivos pelo desempenho do turismo de eventos na Capital paranaense. ''O Centro de Convenções não tem ao menos ar condicionado'', reclamou.
O presidente da Associação Brasileira dos Restaurantes e Hotéis, Ercílio Struck, que faz parte da direção do Convention Bureau, disse que a entidade tem um controle do movimento dos hotéis e do repasse mensal de recursos para entidade. No entanto, a taxa é opcional. Nem todos os clientes pagam. Ele lembrou que a entidade é privada e tem que prestar conta apenas aos seus mantenedores. Struck afirmou que qualquer denúncia que possa ser feita nesse sentido tem motivação eleitoreira, já que as eleições da entidade estão marcadas para agosto.
Dados da CIC comprovam que o turismo de negócios/eventos representa 48% dos visitantes de Curitiba. Um trabalho da Fundação Instituto de Pesquisa (Fipe) da Usp demonstrou que circulam pela cidade cerca de 1,4 milhão de turistas por ano.

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