Diretor aprova Londrina para sediar nova indústria
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Cláudia Lopes 
Paulo WolfgangBem cotadaPérsio Dalle Piagge, diretor-executivo da importadora Paris Elysees no Brasil, sobrevoou Londrina e fez contatos com autoridades. Ele achou a infra-estrutura da Cidade adequada para uma unidade do grupoA infra-estrutura de Londrina impressionou o diretor-executivo da importadora Paris Elysees do Brasil, Pérsio Dalle Piagge, que esteve ontem na Cidade. Ele está à procura de um local adequado para instalar uma fábrica de perfumes da marca francesa no País. Fiquei surpreso com Londrina. A Cidade está melhor do que eu imaginava, disse Piagge, que não vinha ao município há dez anos.
Além de sobrevoar a região de helicóptero, ele se reuniu com o prefeito Antonio Belinati, com o vice-prefeito Alex Canziani e com o diretor do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), Kentaro Takahara, para conversar sobre os incentivos oferecidos para a implantação de indústrias na Cidade.
Com projeto já definido para construir uma fábrica de perfumes no Brasil, a Paris Elysees também avalia propostas dos Estados de Sergipe e Pernambuco, ambos no Nordeste - região responsável por 60% do consumo de perfume no País. Se estivéssemos pensando apenas no mercado brasileiro, a opção adequada seria o Nordeste. Mas como também visamos atingir outros países do Mercosul, o Estado do Paraná e a região Sudeste são mais atraentes, afirmou Piagge. Ele adiantou que só se decidirá pelo Nordeste se a proposta for irrecusável.
O Paraná é progressista e está com ótima imagem no exterior. A escolha da Renault pelo Estado tem influência positiva na diretoria francesa, diz o diretor. Segundo Piagge, a grande atratividade de Londrina está na proximidade das usinas de álcool, uma das principais matérias-primas na fabricação de perfumes. Cerca de 80% do volume de produção de perfume é composto por álcool. Para não comprometermos o custo do produto com o transporte, precisamos nos instalar perto de usinas.
A decisão sobre o local onde será construída a fábrica deve sair até o final do próximo mês. Com previsão para entrar em funcionamento entre outubro e novembro deste ano, a indústria irá gerar 250 empregos diretos inicialmente, produzindo cerca de 60 itens diferentes. Até o final de 1999, serão gerados cerca de 500 empregos e fabricados mais de 100 produtos.
Os óleos essenciais e frascos serão importados da França. O investimento ainda não foi definido. A fábrica deve ter 2,5 mil metros de área construída, devendo se instalar em um terreno de cinco mil metros quadrados. A Paris Elysees tem duas indústrias de perfumes na França e uma de frascos na Rússia. Anualmente, são vendidos entre 150 e 160 milhões de frascos de 100 ml de perfumes no Brasil.


