O trabalhador não precisa se aposentar ou ser demitido para sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Criado para assegurar a indenização dos trabalhadores, o fundo garante uma reserva técnica em momentos de instabilidade e também pode ser usado em investimentos. O mais utilizado é para financiamento e compra da casa própria e, neste caso, todo o saldo pode ser empregado.
  O governo federal também utiliza parte dos recursos recolhidos em financiamentos habitacionais para famílias com rendimentos de até dez salários mínimos. No ano passado, por exemplo, cerca de R$ 120 milhões foram investidos na construção de 2,5 mil unidades habitacionais na Região Norte do Paraná (que compreende 92 municípios). Os recursos do FGTS financiam moradias de até R$ 100 mil. Depois dos saques feitos por demissão ou aposentadoria – que somam 79% –, a aquisição de moradias e amortização ou liquidação do saldo devedor são as maiores demandas dos trabalhadores.
  Há mais de 20 possibilidades de saque do FGTS, entre elas, até mesmo o fato de a moradia do trabalhador ter sido atingida por calamidades públicas – reconhecidas pelo governo federal – como foi o caso das enchentes que atingiram Santa Catarina no ano passado.
  Têm direito ao fundo, instituído
em 1967 (durante o governo militar),
todos os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com exceção das empregadas domésticas, cujo recolhimento é facultativo.


Espécie de empréstimo que uma pessoa faz, usualmente para adquirir determinado bem. Geralmente oferecido por uma instituição financeira, que cobra juros


Redução de uma dívida por meio de pagamento de uma parte dela. Já a liquidação do saldo devedor significa pagar tudo o que se deve

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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