Ape­sar de exis­tir um de­cre­to fe­de­ral au­to­ri­zan­do a ven­da de me­di­ca­men­tos fra­cio­na­dos há cin­co ­anos, a prá­ti­ca ain­da não é ado­ta­da pe­las far­má­cias e la­bo­ra­tó­rios. Por fal­ta de in­for­ma­ção, a maio­ria dos con­su­mi­do­res não ques­tio­na es­se di­rei­to. Se­gun­do a Agên­cia Na­cio­nal de Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria, o re­gis­tro de re­mé­dios fra­cio­na­dos é uma op­ção dos fa­bri­can­tes, mas um pro­je­to de lei (PL 7029/2006) em tra­mi­ta­ção no Con­gres­so Na­cio­nal des­de 2006 pre­ten­de tor­nar a prá­ti­ca obri­ga­tó­ria.
  Por en­quan­to, se­gun­do a An­vi­sa, 15 la­bo­ra­tó­rios fi­ze­ram o re­gis­tro pa­ra pro­du­zir 175 me­di­ca­men­tos fra­cio­na­dos com 654 apre­sen­ta­ções, en­vol­ven­do an­ti­bió­ti­cos, ex­pec­to­ran­tes, an­ti­hi­per­ten­si­vos (pa­ra pres­são al­ta), an­tie­mé­ti­cos (náu­seas e en­jôos), an­tiin­fla­ma­tó­rios, an­ti-his­ta­mí­ni­cos (pa­ra aler­gias), en­tre ou­tros. O ór­gão não in­for­ma se na prá­ti­ca es­tá ha­ven­do o fra­cio­na­men­to, mas afir­ma, por ­meio da as­ses­so­ria de im­pren­sa, que ‘‘a res­pon­sa­bi­li­da­de da An­vi­sa é as­se­gu­rar a se­gu­ran­ça sa­ni­tá­ria des­te ti­po de pro­ce­di­men­to, o que faz por ­meio da edi­ção de re­gu­la­men­tos sa­ni­tá­rios so­bre o as­sun­to e da coor­de­na­ção das ­ações do Sis­te­ma Na­cio­nal de Vi­gi­lân­cia ­Sanitária’’.
  Pa­ra o con­su­mi­dor, a van­ta­gem do fra­cio­na­men­to é po­der com­prar a quan­ti­da­de exa­ta de com­pri­mi­dos re­cei­ta­da pe­lo mé­di­co. Ho­je, um pa­cien­te que pre­ci­sa de 15 pí­lu­las de um me­di­ca­men­to só ven­di­do, por exem­plo, em cai­xas de 10 uni­da­des, tem que com­prar ­duas cai­xas. Is­so acar­re­ta uma so­bra de cin­co com­pri­mi­dos que se­rão guar­da­dos em ca­sa, in­du­zin­do a au­to­me­di­ca­ção.

● Segundo a Anvisa, existe um decreto (5.775, de 10 de maio de 2006), que flexibiliza o fracionamento permitindo a prática também nas drogarias

● Conforme o Conselho Regional de Farmácia do Paraná, hoje apenas 5% dos medicamentos vendidos pelas farmácias permitem o fracionamento de forma legal. É o caso dos analgésicos, antiinflamatórios, antiácidos e antigripais
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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