Várias falhas apontadas no estudo de impactos ambientais da rede de distribuição da Compagas pela promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Londrina também foram detectadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), segundo o presidente do órgão, Mário Sérgio Rasera. ‘‘Já estávamos elaborando questionamentos que serão enviados, via ofício, para a Compagas após a realização da audiência pública’’, afirmou ele, sem revelar quais são os questionamentos. ‘‘É que a documentação não está comigo agora’’, disse.
A assessoria de imprensa da Compagas informou ontem que o departamento jurídico da Companhia deve apresentar a complementação do estudo da rede de distribuição de gás do Norte do Paraná nesta semana, respondendo às 12 questões levantadas pela promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Luciana Moreira, que suspendeu, por força de liminar, a audiência pública de Londrina na última sexta-feira. O presidente do IAP, Mário Rasera, disse que só vai marcar uma nova audiência após a solução do impasse judicial. Ele explicou que o licenciamento não acontece junto com a audiência. ‘‘Depois da realização da audiência, continuamos com nossas análises’’.
Rasera disse, porém, que caso a prefeitura de Londrina não dê anuência para a instalação da rede, o IAP não concederá a licença. ‘‘Se a comunidade não quiser o gás, e isso for fundamentado técnica e cientificamente, vamos respeitar’’. Ele afirmou que o plano emergencial e o de contingência não precisam ser apresentados pela Compagas nesta fase do processo. ‘‘Depois que emitimos a licença prévia, exigimos todos os planos’’.

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