A direção da Vasp afirmou ontem que jamais negociou a venda da empresa para um grupo de evangélicos pertencentes à entidade Confader. O assessor de Comunicação e Marketing da Vasp, Mário Leme Galvão, disse, em Curitiba, que tudo não passou de uma grande armação para envolver o nome da companhia aérea. O que houve entre Vasp e Confader foi uma negociação inicial para criar um plano de descontos especiais para os evangélicos.
A notícia da venda ganhou destaque por meio de um comunicado feito pela própria Confader, que disse pagar R$ 350 milhões pela Vasp. A venda foi imediatamente desmentida pelo presidente da companhia Vagner Canhedo. Ele garante que a empresa não está à venda e diz, inclusive, que pretende adquirir o controle total da companhia ao comprar as ações que hoje estão em mãos do governo de São Paulo devido à privatização. O Estado tem de se desfazer das ações até outubro, mas antes deve questionar na Justiça a sua participação acionária na empresa. O governo questiona o aumento de capital feito por Canhedo.
Com expectativa de fechar o semestre com lucro, após um prejuízo de R$ 90 milhões no ano passado, a Vasp encerra os primeiros seis meses em segundo lugar em ocupação com 64%, atrás da Varig com 74%. A empresa tem hoje 22% do mercado. Para aumentar sua participação, a Vasp investe nos vôos domésticos de turistas. ‘‘Oitenta por cento do movimento da Vasp se dá pelos agentes de viagem’’, disse ontem o superintendente comercial da região Sul, Edson de Oliveira.

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