Direção da PHP confirma investimento em Londrina
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segunda-feira, 03 de maio de 1999
Cláudia Lopes e Pedro Livoratti 
O diretor presidente da PHP Tec Indústria e Comércio Ltda, Fernando Augusto Phebo Júnior, afirmou ontem à Folha, por telefone, que o próximo investimento da empresa será em Londrina. O tamanho da indústria e o início das obras depende da efetivação de negociações em andamento com possíveis fornecedores no Norte do Paraná. Um deles é a Milenia Agro Ciências, fabricante de insumos agrícolas.
Phebo esteve em Londrina na sexta-feira passada para uma rodada de negociações com a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Segundo ele, a nova fábrica deve entrar em operação ainda neste ano. Outro município que disputava a indústria era Joinville (SC).
Inicialmente, pretendíamos investir R$ 5 milhões na unidade, que iria gerar 60 empregos. Mas, como levantamos novas oportunidades de negócios no Norte do Paraná, estamos redimensionando o projeto original, revelou o executivo. Na próxima semana, Phebo e o diretor de desenvolvimento e de novos negócios da empresa, Fernando Maranhão, embarcam para a Alemanha em busca de novas tecnologias que poderão ser utilizadas na unidade londrinense.
Pretendíamos produzir tampas injetadas para defensivos e alimentos. Agora, também queremos fabricar embalagens plásticas sopradas, afirmou Phebo. Os produtos deverão abastecer indústrias do Sul do Brasil, além de serem exportados para outros países do Mercosul. Segundo o presidente da Codel, José Cândido Miller Júnior, a prefeitura de Londrina negocia também com outra fábrica de embalagens, a Simplast.
A nova unidade da PHP deverá trazer um conceito novo, onde o fabricante de embalagem pode inclusive se instalar dentro da área ou ao lado de seu fornecedor, disse Miller. A indústria de embalagem poderá fornecer também para a fábrica de Cerveja Spoller, que deve se instalar na cidade até o final deste ano.
No final de março a Folha informou sobre o interesse dos executivos da PHP em investir na cidade. A indústria é uma das líderes nacionais na produção de embalagens e tampas plásticas de defensivos agrícolas e de lubrificantes. Entre seus clientes estão a Shell, Esso, Ipiranga, Texaco e Castrol. O grupo tem três fábricas - duas no Rio de Janeiro e uma em São Paulo - e transforma mil toneladas de plásticos por mês, empregando 500 funcionários.


