Você já pensou na possibilidade de fazer um curso profissionalizante e de aumentar em mais de 90% as suas chances de conseguir um emprego? Em um momento em que a insegurança ronda o mercado de trabalho e se fala tanto em falta de qualificação de mão de obra, a educação profissional oferece a perspectiva de um emprego quase garantido. Este índice de empregabilidade, que está entre os maiores do Brasil, é alcançado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Londrina. A entidade, voltada ao ensino profissionalizante, conta atualmente com 800 unidades em todo o Brasil, 27 das quais no Estado do Paraná.
O Senai tem um sistema de acompanhamento permanente dos alunos que passam pela instituição e por meio de pesquisas, que podem ser realizadas até 10 anos depois da formação, comprova-se que 91% de seus ex-alunos estão no mercado de trabalho e exercendo as profissões relacionadas à sua formação. ''Ficamos muito felizes com esse índice, que é altíssimo, porque retrata bem a qualidade do serviço e a qualidade da formação'', afirma o pedagogo Roberto Oliveira, coordenador de educação do Senai em Londrina.
Um dos motivos para um índice elevado de empregabilidade é que o Senai só desenvolve um curso com o objetivo de atender as necessidades do setor produtivo. São as próprias indústrias que informam o tipo de mão de obra que precisam em determinado momento. A entidade, então, reúne um comitê técnico com representantes dos empresários e dos trabalhadores para definir como será o curso.
A faixa salarial de quem faz um curso básico em mecânica de automóvel, por exemplo, varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil, mas se o profissional faz a formação técnica em reparação automotiva, o ganho pode ficar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. Para Oliveira, a remuneração pode ser ainda maior dependendo das habilidades profissionais e das exigências do mercado. ''Hoje um curso técnico possibilita a entrada no mercado de trabalho de uma forma mais rápida e mais fácil e com ganhos, às vezes, maior que em um curso superior''.
O pedagogo faz uma ressalva: mesmo com a possibilidade de um emprego quase garantido e de uma renda razoável, o profissional não pode se acomodar, procurando manter a determinação de um aprendizado contínuo, ou seja, estar sempre se reciclando. ''Não existe o ex-aluno. Enquanto estiver na ativa, você deve manter-se atualizado sempre. Hoje não existe mais o trabalho onde a pessoa não precisa de conhecimento, e ter conhecimento faz a diferença em um mercado onde há falta de profissionais qualificados''.
Para o pedagogo, a educação profissionalizante vai continuar em alta, porque é um vasto campo a ser explorado no Brasil. Ele compara que enquanto o Senai em Londrina forma cerca de 2 mil alunos por ano, somente os cursos de Direito e Administração no Norte do Paraná oferecem cerca de 60 mil vagas. ''O mercado de trabalho está abrindo os olhos para a educação profissional, mas a falta de interesse ainda é muito grande, porque a preferência da maioria é por cursos não profissionalizantes''.
Oliveira afirma também que, embora haja a quase certeza de um emprego, a pessoa deve fazer um curso de acordo com a sua vocação profissional, para não correr o risco de se frustar no futuro e ficar entre os 9% que não exercem a profissão. ''A vocação ajuda bastante. E o Senai tem os cursos de iniciação profissional, em que o aluno busca exatamente identificar qual é a sua vocação. Portanto, se a pessoa faz uma escolha bem fundamentada, ela não corre o risco de chegar ao meio do programa e dizer não gostei''.
Serviço:
Informações sobre os cursos oferecidos pelo Senai estão disponíveis nas 27 unidades da instituição no Paraná. As matrículas podem ser feitas em qualquer época do ano. A carga horária varia de acordo com o curso, variando entre o mínimo de 10 horas até 2 mil horas. Os cursos de iniciação para jovens são gratuitos, para os demais há uma mensalidade de acordo com a carga horária.

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