A liberação de R$ 14 milhões para o custeio do trigo em junho, à disposição nas agências do Banco do Brasil, frustrou as expectativas dos produtores paranaenses, que estavam esperando no mínimo R$ 30 milhões, afirmou Francisco Simioni, assessor de crédito rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O menor fluxo de recursos para o Estado, previsto para este mês vai obrigar o produtor paranaense a reprogramar sua intenção em antecipar o pré-custeio da safra de verão com recursos próprios.
Segundo Simioni, o governo vinha atendendo as necessidades do produtor de trigo, liberando R$ 15,8 milhões em abril e R$ 48,9 milhões em maio. Com os recursos anunciados para o mês de junho, a liberação atinge R$ 79,5 milhões para uma necessidade de R$ 110 milhões. Segundo o técnico é provável que o restante do dinheiro ainda seja liberado até o dia 15 de julho quando se encerra do prazo de plantio na região Sul do Estado, a última a plantar o trigo. Mas acontece que esses recursos já deveriam estar sendo liberados em sua totalidade para permitir um melhor planejamento por parte do produtor, justificou o técnico.
A disponibilidade reduzida de recursos para o custeio do trigo vai levar o produtor a utilizar recursos próprios, gerando mais dificuldades. Isso porque o trigo é uma lavoura altamente tecnificada e ele não tem condições de bancar sozinho. Como consequência terá de sacrificar custos. Uma alternativa é suspender sua programação de antecipar as compras de pré-custeio da próxima safra de verão com recursos próprios. A iniciativa de antecipar compras de sementes, insumos e agrotóxicos para aproveitar preços mais favoráveis está descartada, afirmou Simioni.

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