Luciana Pombo
De Curitiba
A comissão especial do Banco do Brasil que está analisando a liberação de recursos para projetos do Programa de Revitalização das Cooperativas (Recoop) só deverá terminar os estudos em março do ano que vem. Até lá não haverá liberação de recursos.
A informação foi prestada ontem pelo ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente, que esteve participando, em Curitiba, do Fórum Estadual do Cooperativismo. Com isto, a intenção das cooperativas paranaenses de garantir a liberação imediata de 60% dos recursos prometidos para projetos de industrialização da produção de setores de suínos, aves e leite, poderá ser frustrada.
Parente disse que todos os projetos estão sendo analisados e que os recursos serão agilizados. ‘‘É determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso a agilização do Recoop que é um anseio antigos dos cooperativistas’’, argumentou. O ministro admitiu que a demora na liberação dos recursos em cerca de dois anos é injustificável. ‘‘Ocorreram alguns problemas, mas não temos justificativa para a demora ocorrida. Sabemos que agora isto é prioridade nacional’’, salientou.
Para o início do ano que vem, Parente acredita que sejam destinados para as cooperativas entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. ‘‘Este é um processo gradual e de reestruturação do cooperativismo brasileiro. Implica, inclusive, mudanças de gestão e projetos ousados’’, salientou.
Do montante total de recursos, R$ 850 milhões deverão ficar no Paraná. Os recursos serão divididos por prioridades e necessidades do setor. De acordo com a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), R$ 250 milhões serão recursos usados para investimentos, R$ 100 milhões para os cooperados, R$ 50 milhões para capital de giro e R$ 450 milhões para a recomposição das dívidas. ‘‘Estamos confiantes na liberação imediata destes recursos’’, declarou João Paulo Koslovski, presidente da Ocepar.
De acordo com a governadora em exercício, Emília Belinati (PTB), a remodelação das cooperativas poderá auxiliar no projeto do Estado de dobrar as exportações até o ano 2003. ‘‘55% da produção rural do nosso Estado tem o auxílio das cooperativas. Precisamos melhorar as formas de atuação destas cooperativas para que tenhamos uma produção mais forte e voltada para a exportação’’, afirmou ela.

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