Diminui número de trabalhadores domésticos
O contingente de trabalhadores domésticos caiu de 7,6% para 6,6% da população ocupada de 2003 a 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). E está bem mais escolarizado. Neste setor, 69,7% dos trabalhadores não tinham instrução ou não haviam completado o ensino fundamental em 2003. Já, em 2012, os trabalhadores nesta condição representavam 54,2% do total.
Os empregados domésticos com 11 anos ou mais de estudo passaram de 9,8% para 21,7%. Embora tenha caído de 64,8% para 60,7%, o número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada ainda é muito grande.
Para o secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, há algumas explicações para a redução do número destes profissionais. Uma é de que a melhora da economia do País permitiu às mulheres migrarem para outras ocupações com maiores garantias de direitos, perspectivas de carreiras e incentivos como: vale-alimentação, plano de saúde, férias remuneradas, horários de trabalhos mais compatíveis com suas rotinas familiares.
"Além disso, o próprio crescimento econômico, ao gerar maior procura por trabalhadores, também estimula aumentos salariais. Como o trabalho doméstico historicamente oferece salários baixos, as trabalhadoras desse segmento têm motivação para procurar empregos em outros setores de atividade", afirma Romanelli.
Por outro lado, ele também acredita que a regulamentação do trabalho doméstico reduziu a oferta de postos de trabalho, forçando a migração de parte desta força de trabalho para outros setores da economia.
O secretário ainda ressalta a maior presença dos negros na população ocupada. "Houve um grande avanço em relação à inclusão do negro no mercado de trabalho o que reduziu a diferença entre a taxa de desemprego de negros e não negros, principalmente entre aqueles que estão entre 25 a 39 anos, com ensino fundamental completo ou mais e chefes de domicílio",afirma.
Em relação às faixas etárias, Romanelli comemora o fato de os mais jovens estarem menos presentes na população ocupada. "Isso permite um tempo maior de dedicação aos estudos. A população tem envelhecido e isso se reflete na distribuição dos grupos no mercado de trabalho. A tendência é que cada vez mais os idosos permaneçam mais tempo no mercado, já que o ritmo de crescimento populacional no Brasil vem se reduzindo ao longo das últimas décadas", declara. (N.B.)





