Diminui demanda por artigos de Carnaval
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sábado, 05 de fevereiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Artigos como paetês, lantejoulas, vidrilhos, plumas, colares havaianos e máscaras já não encantam os carnavalescos londrinenses. Para algumas lojas que trabalham com esses produtos, fantasias são coisas do passado. A venda hoje chega a ser insignificante. ''Diminuiu muito a demanda, ninguém se fantasia mais. Fantasiados somos nós, quem o governo já faz de palhaços'', afirmou o gerente da Princess Store, Edson Heringer.
Segundo ele, a população já tem dificuldade para comprar o necessário, imagina então o supérfluo. A loja, que já vendeu muitos artigos carnavalescos em anos anteriores, hoje tem pouca coisa que remeta ao carnaval. São algumas máscaras, plumas e perucas. ''As perucas e as máscaras de mostros são as que mais saem. Quem compra são os adolescentes'', comentou uma funcionária.
Na Tricolândia, que tem um estoque razoável de artigos carnavalescos, a procura foi fraca. ''Há uns quatro ou cinco anos vendíamos muito mais. Agora quem compra algumas máscaras são os adolescentes'', comentou a funcionária da loja, Neusa Hirota. Segundo ela, o fato do Carnaval ser no início de fevereiro também prejudicou as vendas. ''Tem gente que ainda está pagando as contas de dezembro, sem contar que neste período tem a lista de material escolar para comprar'', lembrou ela. Hoje, segundo Neusa, os frequentadores de clubes vão aos bailes com shorts e camisetas. ''Usamos no máximo um colar havaiano. Já não existem mais concursos de fantasias''.
Na loja Quase Tudo por R$ 1, no Calçadão, o que mais estava vendendo era espuma. ''As pessoas usam como se fosse neve'', contou a gerente Luceli Marques, acrescentando que nem mesmo as fatasias de Homem-Aranha, Batman e Super-Homem, comumente usadas pelas crianças, tiveram boa saída este ano.


